EUA vira o maior polo de mineração de bitcoin após restrições da China

Os Estados Unidos tomaram a posição da China e se oficializaram como o mais novo polo de mineradores de bitcoin (BTC) do mundo. Dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge demonstram que o país já é responsável pela maior parte da taxa de hash global na mineração da criptomoeda.
Os novos dados revelaram que Pequim realmente conseguiu expulsar a maior parte dos mineradores de bitcoin do país com o crescimento das proibições sobre o mercado de criptomoedas. Assim, com uma política completamente oposta, os Estados Unidos foram bem sucedidos em atrair essas empresas com a oferta de eletricidade barata e subsídios.
Conforme divulgado pelo mapa de mineração de bitcoin do Centro de Finanças Alternativas da Universidade de Cambridge, os dados mais recentes (referentes à julho de 2021) simplesmente contabilizaram a participação chinesa na taxa de hash global como nula. Enquanto isso, os Estados Unidos dobraram seu percentual.
Em setembro de 2019, a China dominava a mineração da criptomoedas, sendo responsável por 75% da taxa de hash global, o maior percentual já registrado. No entanto, essa participação foi caindo ao longo de 2020 e 2021.
Em maio deste ano, o país ainda liderava o mapa de mineração, mas com 44% de participação. Em poucos meses, os mineradores parecem ter abandonado completamente a China, que em julho teve 0% de participação na taxa de hash global.

Os Estados Unidos rapidamente ascenderam à primeira posição. No mesmo mês, o país já respondia por 35,4% da mineração da criptomoeda, seguido pelo Cazaquistão e pela Rússia, com 18,1% e 11,2% de participação, respectivamente. Como os novos dados são referentes a julho, espera-se que o percentual americano cresça ainda mais ao longo de 2021.
Fonte: Tecnoblog
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