WhatsApp, Instagram e TSE fecham acordo contra fake news; Telegram fica de fora

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fechou um acordo com as principais plataformas e redes sociais para combater fake news sobre às Eleições 2022. Facebook, WhatsApp, Instagram, YouTube, Google, Twitter, TikTok e Kwai se comprometeram com a Corte para combater a desinformação. Novamente, o Telegram ficou de fora da mesa de negociação. Por enquanto, o mensageiro não respondeu aos ofícios da Justiça Eleitoral.
O acordo será firmado pelo TSE na manhã desta terça-feira (15), em reunião entre o minstro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, e representantes de Facebook, WhatsApp, Instagram, Google, Twitter, Tiktok e Kwai.
Durante as eleições municipais de 2020, plataformas como Facebook, Twitter e Google já haviam firmado um acordo semelhante para combater desinformação relacionada ao pleito daquele ano. Em setembro, por exemplo, o WhatsApp fez uma parceria com a Corte contra a circulação de fake news dentro de conversas, e hospedou um bot do TSE para que eleitores tirassem dúvidas sobre votação, candidatos, entre outros aspectos da disputa. Esse chatbot será reativado em 2022.
Recentemente, o TSE fez uma parceria com o WhatsApp para coibir disparos em massa. O envio de mensagens com fake news e propagandas eleitorais para milhares de eleitores foi um dos principais problemas das eleições de 2018, algo que a Corte quer evitar para a disputa deste ano.
O Telegram não sentou à mesa junto às plataformas para fazer o acordo com o TSE. O mensageiro, instalado em mais de 53% dos smartphones de brasileiros, vem ignorando ofícios da Justiça Eleitoral desde janeiro.
Na época, Barroso afirmou que o aplicativo tem um “rápido crescimento no Brasil”, mas que “no entanto, é por meio dele que muitas teorias da conspiração e informações falsas sobre o sistema eleitoral estão sendo disseminadas sem qualquer controle.”
Fonte: Tecnoblog
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