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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Telegram fez “marketing enganoso” por uma década, diz fundador do Signal

Telegram fez "marketing enganoso” por uma década, diz fundador do Signal

É compreensível que as pessoas intensifiquem o uso da tecnologia para se comunicar diante de situações ameaçadoras. É o caso da população da Ucrânia: com o avanço das tropas russas pelo país, muitos ucranianos têm recorrido ao Telegram para manter contato com familiares e amigos. Mas Moxie Marlinspike, fundador do Signal, fez um alerta: o Telegram não é seguro da forma como eles imaginam ser.

Cutucar o serviço rival nas circunstâncias atuais soa como falta de sensibilidade, pelo menos na primeira olhada. De todo modo, o comentário de Marlinspike vem na esteira de uma constatação de Matthew Prince, CEO do Cloudflare: a de que o uso do Signal na Ucrânia aumentou significativamente nas primeiras horas após a invasão russa.

Mas o uso do Telegram também aumentou. Levemos em conta também que o serviço já era popular no país. Esse cenário fez Marlinspike usar o Twitter para comentar, em 24 de fevereiro, o seguinte:

O Telegram é o mensageiro mais popular na Ucrânia urbana. Após uma década de marketing e [divulgações de] imprensa enganosas, a maioria das pessoas acredita que ele é um “app criptografado”.

A realidade é o oposto: o Telegram é, por padrão, um banco de dados nas nuvens com um cópia em texto puro de todas as mensagens que os usuários já enviara/receberam.

A postagem é linkada a uma série de tweets que o fundador do Signal disparou no final de 2021 depois de concluir que a mídia considera o Telegram um “mensageiro criptografado”.

Fonte: Tecnoblog

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