Para evitar roubo de linha e WhatsApp, uma solução (perigosa) é a biometria

O sequestro de número de celular causa prejuízos e transtornos a clientes de telefonia móvel todos os anos. No Brasil, o golpe é muito associado ao WhatsApp, onde golpistas usam o número para pedir dinheiro, por exemplo. Mas o que arriscar para proteger esses dados? A agência independente que monitora comunicações na África do Sul tem uma resposta polêmica: a coleta de biometria.
Está previsto no projeto de lei da ICASA (Independent Communications Authority of South Africa) que operadoras que atuam no país, como a MTN e a Vodacon, usem dados biométricos do usuário cada vez que ele solicitar uma troca de número — basicamente em todo caso de portabilidade.
A clonagem de número serve principalmente para golpes de transferência indevida de dinheiro, roubos e fraudes, já que a linha telefônica pode ser usada para processos de checagem dupla para o acesso de contas. A maioria das operadoras não têm um método eficaz para combater essa prática criminosa — não é incomum que alguns funcionários ainda se aproveitem com “subornos” para cancelar o SIM card diretamente.
Nesse sentido, a ICASA acredita que associar a troca de linha com a biometria do usuário pode prevenir o sequestro de número. Contudo, a proposta de lei protocolada na quarta-feira (23) não especifica qual tipo de coleta seria: reconhecimento digital, facial ou por voz.
A ICASA diz que apenas pessoas relacionadas ao Judiciário estariam isentas da coleta de biometria. Para todos os outros usuários, caso aprovada, a lei funcionaria da seguinte forma:
A Diretora de Privacidade de Dados e Cibercrimes da Werksmans Advogados, escritório da África do Sul, disse ao Bleeping Computer que a lei da ICASA pode ser o ponto final em roubos de números.
Fonte: Tecnoblog
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