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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Criptografia do WhatsApp pode estar em risco com a nova lei na Europa

Criptografia do WhatsApp pode estar em risco com a nova lei na Europa

A nova lei que vai regular o mercado de aplicativos de mensagem na Europa é uma ameaça aos avanços do setor da criptografia e pode colocar em cheque o sistema de ponta a ponte do WhatsApp e outros mensageiros. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pelo The Verge, que apresentaram os desafios para que a Lei de Mercados Digitais da União Europeia (DMA, na sigla em inglês) entre em vigor ainda em 2022.

Na semana passada, a UE avançou em direção à aprovação do DMA — lei que pode abrir um precedente para que mensageiros como o WhatsApp, o Facebook Messenger e o iMessage sejam compatíveis com Telegram ou Signal. A proposta prevê que companhias como Apple e Meta teriam que abrir seus aplicativos para programas desenvolvidos por empresas menores.

O projeto de lei da UE faria com que fosse possível um usuário se comunicar por meio do Telegram no PC com outro que usa o iMessage no iPhone. Através do parlamento da UE, os governos da Europa esperam quebrar o monopólio de Apple, Meta e Google — companhias chamadas de “gatekeepers” — sobre os serviços de mensagem.

Mas o DMA preocupa criptógrafos ouvidos pelo The Verge. Eles argumentam que será difícil, senão impossível, manter a criptografia entre aplicativos de mensagem com a interoperabilidade. Eles dizem que, caso o projeto entre em vigor, o WhatsApp deve ter seu sistema que torna conversas privadas enfraquecido ou completamente removido, impactando negativamente 1 bilhão de usuários.

Steve Bellovin, pesquisador e professor de Ciência da Computação na Universidade de Columbia, diz que não é possível tornar dois sistemas de criptografia diferentes compatíveis.

“Tentar conciliar duas arquiteturas de criptografia simplesmente não pode ser feito; de um lado ou de outro, teríamos mudanças significativas. O design de quando um mensageiro só funciona online é bem diferente de um que armazena mensagens. Como você faria isso funcionar?”

Fonte: Tecnoblog

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