Bancos tradicionais são burocráticos, e isso pode ser uma vantagem

Fintechs e bancos digitais cresceram nos últimos anos explorando um dos pontos mais negativos das empresas tradicionais do setor: a burocracia. Elas conquistaram clientes com a facilidade para abrir contas e resolver problemas. Nada em pessoa ou pelo telefone, tudo no app. Porém, isso teve um custo: a segurança de todas parece mais frágil que a dos “bancões”.
Nas últimas semanas, viralizaram relatos no Twitter de usuários que tiveram seus celulares roubados. De posse do aparelho, foi possível invadir as contas, fazer empréstimos e roubar o dinheiro.
O e-mail costuma ser um ponto frágil. Se você usa o Gmail, ele não conta com nenhuma proteção nativa. Concorrentes, como o Outlook e o aplicativo de e-mail nativo do iPhone, oferecem a opção de bloquear o acesso usando uma senha ou uma confirmação biométrica.
Aí mora o perigo. Ao pedir para redefinir uma senha, muitos serviços mandam a mensagem para o e-mail. Além disso, mensagens antigas, como notas fiscais e contas a pagar, podem conter documentos necessários para procedimentos desse tipo.
De todos os “bancões”, dá para considerar que o que tem a segurança mais frágil é o Bradesco. Ele permite mudar a senha de acesso usando o aplicativo. É preciso confirmar o CPF do cliente e usar um código enviado por SMS.
A confirmação do CPF é uma camada de segurança, mas ela é frágil. É bem provável que alguma mensagem na sua caixa de e-mail contenha esta informação.
Fonte: Tecnoblog
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