Pirataria “fantasma” no home office vira alvo de empresas e da polícia

No sudeste asiático, empresas e autoridades estão enfrentando um problema que se tornou mais evidente durante a pandemia: a chamada “pirataria fantasma”. O novo termo se refere ao uso de software pirata no trabalho remoto. Funcionários das áreas de design, arquitetura e engenharia, por exemplo, usam programas sem licença em seus computadores.
Nessas condições, a entrega de grandes trabalhos, como projetos de rodovias e edifícios, podem gerar graves consequências para as empresas envolvidas. Agora, a Software Alliance (BSA) está ajudando as autoridades de fiscalização no sudeste asiático a reprimir companhias que usam software não licenciado.
Na Malásia, por exemplo, o Ministério do Comércio Interno e Assuntos do Consumidor realizou sua nona operação neste mês com a ajuda da BSA. Entre as empresas visadas nessas investigações então uma companhia de design de interiores e outra de construção. Há nomes também dos setores de engenharia e arquitetura.
Conforme divulgado pela Software Alliance em um comunicado à imprensa, juntas, essas empresas tinham mais de US$ 150 mil em software não licenciado instalado em seus sistemas. Além disso, os policiais também descobriram que a maioria dos computadores usados pelos estagiários das companhias tinha programas pirateados instalados.
Na Tailândia, a BSA recebeu informações de um funcionário de um estúdio de animação que trabalha para uma plataforma global de streaming, cujo nome não foi divulgado. A denúncia foi repassada à Polícia de Crimes Econômicos e Cibernéticos, que realizou uma operação de busca.
As autoridades verificaram as instalações em Bangkok e os policiais perceberam algo interessante: os funcionários que trabalhavam em home office usavam ferramentas de controle remoto para acessar softwares pirateados e hackeados da empresa.
Fonte: Tecnoblog
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