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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Novo malware para atacar macOS pode tirar screenshots e roubar arquivos

Novo malware para atacar macOS pode tirar screenshots e roubar arquivos

Um novo malware que visa sistemas macOS foi descoberto pela empresa de segurança ESET. Batizado de “CloudMensis”, o programa malicioso é capaz de espionar o computador da vítima sem ser detectado, podendo até mesmo tirar screenshots, acionar comandos remotamente e roubar arquivos. De acordo com os analistas, o vírus opera baseado em serviços de armazenamento em nuvem, mas ainda não se sabe como a infecção ocorre.

A ESET descobriu esse malware para Mac ainda em abril, mas a divulgação do que foi encontrado ocorreu somente nesta semana. Os pesquisadores concluíram que os hackers parecem estar distribuindo o programa malicioso seletivamente, talvez para não chamar a atenção. Então, estima-se que o número de vítimas ainda seja baixo.

A empresa de segurança está chamando o programa de “CloudMensis”. O nome surgiu ao se descobrir que o malware depende de aplicativos de armazenamento em nuvem como Dropbox, Yandex, Disk, pCloud e possivelmente outros. Assim, o programa malicioso consegue realizar o download de componentes adicionais para seguir operando e aumentar ainda mais o nível da ameaça.

Essas unidades de armazenamento em nuvem também atuam como uma forma de o hacker enviar uma ampla variedade de comandos ao malware e receber os arquivos roubados. “A intenção dos invasores aqui é claramente roubar documentos, capturas de tela, anexos de e-mail e outros dados confidenciais”, acrescentou a ESET.

Imagem ilustrando como o CloudMansis opera
Imagem ilustrando como o CloudMensis opera (Imagem: Divulgação/ ESET)

O maior mistério até o momento é como esse programa malicioso infecta os computadores com macOS. Segundo a ESET, os hackers também estão ganhando privilégios administrativos nos dispositivos, modificando assim arquivos de sistema quando necessário. Dessa maneira, é difícil dizer como o usuário pode se proteger contra essa nova ameaça.

Mesmo assim, a empresa de segurança foi capaz de descobrir um código importante do malware. Essa informação mostra que o programa malicioso foi inicialmente projetado para abusar de quatro vulnerabilidades específicas do macOS. A Apple corrigiu esses problemas ainda em 2017, sugerindo duas coisas: o malware existe há muito mais tempo do que imaginávamos e foi provavelmente atualizado ao longo dos anos.

Fonte: Tecnoblog

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