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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Intel dá adeus à memória Optane em ajuste contábil de US$ 559 milhões

Intel dá adeus à memória Optane em ajuste contábil de US$ 559 milhões

A atual fase da Intel inclui a construção de fábricas e a entrada no segmento de placas de vídeo. Mas, às vezes, é preciso dar um passo para trás. É o que a companhia fez após divulgar os seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2022. Como parte de um ajuste contábil, a divisão de memórias Optane foi fechada.

Originalmente chamadas de 3D XPoint, as memórias Optane surgiram em 2015 como resultado de uma parceria entre Intel e Micron. A então novidade chegou com promessas interessantes: ser mil vezes mais rápida que chips Flash convencionais (usados em SSDs), além de mil vezes mais resistente.

A Intel usou a tecnologia 3D XPoint na linha Optane Persistent Memory, direcionada a servidores. Módulos do tipo ainda existem e têm a proposta de ser uma espécie de memória RAM, mas com mais densidade de bits e capacidade de reter dados na ausência de energia. A linha é especialmente interessante para aplicações que tratam de grandes volumes de dados.

Não parou aí. A Intel também implementou a tecnologia 3D XPoint na linha de SSDs de alto desempenho Optane, novamente, voltada a servidores. Em 2017, a linha Optane Memory foi lançada para funcionar como uma memória cache para PCs domésticos.

Apesar de ter como base uma tecnologia inovadora, os dispositivos Optane esbarram em alguns complicadores. O principal deles é o preço. Os custos de produção de módulos 3D XPoint são consideravelmente mais elevados em relação a chips Flash convencionais. Além disso, memórias Optane podem ter taxas de transferência de dados mais lentas do que determinados módulos DRAM.

Como consequência, a Intel vinha perdendo dinheiro com a família Optane. A primeira reação ao problema apareceu no começo de 2021, quando a companhia decidiu descontinuar as memórias Optane para PCs domésticos.

Fonte: Tecnoblog

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