Arquivo do Word sobre “meteverso” do Facebook revela autor de atentado fake

No dia 13 de setembro, um falso atentado terrorista na Northeastern University mobilizou o FBI e o esquadrão antiterror de Boston. Contudo, conforme concluiu a investigação, tudo não passou de uma invenção de Jason Duhaime, um dos diretores do Estúdio de Mídia da própria universidade.
O curioso é que Duhaime, agora ex-funcionário da Northeastern, escreveu uma carta falsa (veja na íntegra no fim do texto) acusando Mark Zuckerberg de querer destruir a sociedade com a criação de um “meteverso” (sim, com “mete” mesmo). Na universidade, Jason era — veja só — responsável por orientar estudantes e projetos de realidade virtual.
Logo no início da ocorrência, o FBI suspeitou que o atentado terrorista foi uma armação. Primeiro, a mala onde a “bomba” explodiu não possuía nenhuma “marca de queimado, rachadura, buracos” ou qualquer outra evidência de que ela havia passado por uma explosão — seja forte ou fraca.
Segundo, Jason Duhaime, que ligou para os serviços de emergências, alegou que seus braços foram cortados por estilhaços após abrir a “mala-bomba”. Duhaime mostrou para os policiais pequenas lesões e hematomas, mas a manga comprida da sua camisa estava intacta.
Bem, havia a carta do autor ameaçando o diretor do laboratório e todo o departamento de Estúdio de Mídias da Northeastern University. O FBI poderia “fazer um CSI”, buscar impressões digitais na carta e descobrir o autor, certo? Não. A solução foi muito mais simples.
Um dos peritos do FBI encontrou, no notebook Alienware do laboratório, a carta do terrorista em uma pasta de backup. O arquivo estava no formato .asd, que é usado pelo Microsoft Word para salvar arquivos automaticamente a cada certo período de tempo.
Fonte: Tecnoblog
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