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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Polícia nos EUA quer que robôs tenham “permissão para matar”

Polícia nos EUA quer que robôs tenham “permissão para matar"

As Leis da Robótica criadas por Isaac Asimov determinam que um robô não pode ferir humanos. Isso na ficção. No “mundo real”, o Departamento de Polícia de São Francisco (SFPD), nos Estados Unidos, propõe uma política que permite o uso de robôs como força letal. Com isso, as máquinas teriam “permissão para matar”.

O projeto do SFPD prevê que robôs sejam usados somente em situações em que o risco de morte é iminente, tanto para policiais quanto para cidadãos comuns. Outra condição é a de que os robôs só entrem em ação quando não houver uma opção de força menos drástica.

A ideia não é exclusiva do SFPD. O Verge conta que, em 2016, a polícia de Dallas equipou um robô de desarme de bombas com um explosivo para matar um indivíduo que assassinou cinco policiais. Na ocasião, o chefe de polícia de Dallas declarou que não teve outra opção para parar o sujeito.

De modo geral, as propostas para uso de robôs como força letal pela polícia enfatizam que esse método seria empregado somente em último caso, quando todos os demais recursos se mostrarem insuficientes para a situação.

Por outro lado, o assunto tem levantado uma série de questões éticas e de segurança pública. Existe a preocupação de que, sob o argumento de proteger policiais, os robôs sejam usados de modo a ferir direitos civis, por exemplo.

Um dos movimentos que contrariam ou questionam o uso de robôs como força letal é promovido por empresas do setor. Em outubro, a Boston Dynamics se uniu a companhias como Agility Robotics, ANYbotics e Open Robotics para criticar a ideia:

Fonte: Tecnoblog

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