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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Xiaomi é mais uma empresa de tecnologia a realizar demissão em massa

Xiaomi é mais uma empresa de tecnologia a realizar demissão em massa

Nos últimos dias, a Xiaomi realizou um layoff (demissão em massa) no seu quadro de funcionários. De acordo com o comunicado da empresa, a demissão em massa representa menos de 10% da força de trabalho. Até setembro, a Xiaomi contava com 35.314 funcionários no mundo todo, dos quais 32.609 ficam localizados na China — dados divulgados no resultado financeiro do terceiro trimestre.

Mais do que uma das maiores fabricantes de smartphone do mundo, a Xiaomi é uma gigante de tecnologia. Na sua terra natal, a marca vende praticamente de tudo: de panela de arroz até aspiradores-robôs. Nos últimos anos, a Xiaomi anunciou investimentos em robótica e carros elétricos — cujo desenvolvimento pode ser atrasado com esse revés.

Assim como a Amazon, a Meta e uma dos demitidos no Twitter, a Xiaomi está sofrendo os efeitos da economia global. Para listar alguns: queda nas vendas do mundo de tecnologia, Guerra na Ucrânia e a continuada escassez de chips. A fabricante também passa a sentir os efeitos da política chinesa de Covid Zero.

Por mais que as medidas restritivas tenham se mostrado eficazes contra a Covid, ela precisa ser combinada com uma forte campanha de vacinação — foi a estratégia adotada pela enorme parte dos países e o que ajudou a lotar os estádios da Copa do Mundo de 2022. Juntando as duas táticas, países conseguiram retomar o crescimento das suas economias. Entretanto, a China falhou nesta segunda etapa.

Com aproximadamente 50% da população vacinada, a China continuou utilizando a tática de Covid Zero (estratégia que está abandonando), onde um único caso da doença pode fechar uma cidade inteira, incluindo aquelas que contam com grandes fábricas de eletrônicos. Neste ponto a Xiaomi sofre como as big techs americanas.

Xiaomi (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

A queda de smartphones na China caiu 11% no último trimestre. Para complicar, as vendas podem ser atrasadas por causa dos fechamentos recorrentes nas fábricas, causando o mesmo problema pelo qual a Apple deve passar.

Fonte: Tecnoblog

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