Novo processador quântico do Google faz avanço crucial em correção de erros

“Você não pode adicionar uma palavra de sci-fi e achar que significa algo”, diz Rick Sanchez em Rick and Morty. A computação quântica, pelo contrário, significa uma tecnologia real e avançando a passos largos. Mais uma evolução dos “PCs quânticos” foi anunciada recentemente pelo Google.
Na última quarta-feira (22), a empresa divulgou em seu site que conseguiu aumentar o número de qubits (ou bits quânticos) sem aumentar as chances de erros nos cálculos dos computadores. A pesquisa, que também foi publicada na Nature, aparenta resolver o problema que impede o crescimento da capacidade de cálculos dos PCs quânticos.
Fazendo um comparativo bem didático, imagine que aumentem o número de câmeras para o VAR. Na teoria, com mais câmeras, o árbitro errará menos. Com computadores quânticos, a situação é “parecida” — dado o fato de envolver física quântica, que não depende de interpretação.
Ao invés de virar uma máquina ainda mais potente, incluir mais qubits pode aumentar as chances de erros nos resultados computados pelos processadores quânticos. Entendeu? Não? Então veja o que fala Sundar Pichai, CEO do Google.
Como explicado por Pichai, qubits são tão sensíveis que um feixe de luz pode gerar um erro de cálculo. Afinal, a computação quântica é o controle da máquina partículas fundamentais, incluindo fótons e elétrons.
Ao aumentar o número de qubits, as chances de erros aumentam porque há mais elementos que podem ser impactados por pequenos fatores, como luz e leve aumento na temperatura —computadores quânticos precisam operar próximo do zero absoluto.
Fonte: Tecnoblog
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