Por que o gás hélio faz iPhones pararem de funcionar?

Os iPhones têm uma vulnerabilidade curiosa: se ficarem expostos por algum tempo ao gás hélio, eles param de funcionar. O mesmo vale para o Apple Watch. Não é algo permanente, mas este problema não afeta celulares Android. O motivo: a Apple usa um gerador de clock que sofre interferência de partículas pequenas — como as moléculas do hélio.
Erik Wooldridge, especialista de sistemas no Morris Hospital (EUA), acabou descobrindo sem querer que o iPhone é “alérgico” ao gás hélio. Durante a instalação de uma máquina de ressonância magnética, diversos funcionários perceberam que seus celulares não ligavam mais.
Wooldridge escreve no Reddit: “meu pensamento imediato foi que a máquina de ressonância deve ter emitido algum tipo de pulso eletromagnético”. Só que isso teria afetado todos os dispositivos eletrônicos — os smartphones Android continuavam funcionando, por exemplo. O problema estava somente em unidades do iPhone e do Apple Watch, um total de 40 dispositivos.
Então, ele descobriu que ocorreu um vazamento de hélio para resfriar o ímã da máquina de ressonância. “Aproximadamente 120 litros de [hélio] líquido foram expelidos ao longo de 5 horas”, escreve Wooldridge. O gás se espalhou por todo o hospital.
OK, mas por que isso acontece? O que o gás hélio tem a ver com iPhones? Como explica o iFixit, isso está relacionado ao mecanismo que gera o sinal de relógio (clock).

Todo dispositivo eletrônico depende de um clock. Este sinal é usado para coordenar a atividade dos circuitos; sem ele, o processador simplesmente para de funcionar. Muitos computadores e celulares usam um oscilador de quartz como gerador de sinal: trata-se de um cristal que vibra a uma frequência específica (geralmente 32 kHz).
Fonte: Tecnoblog
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