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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google admite que o Bard vai vasculhar seus dados e posts na web

Google admite que o Bard vai vasculhar seus dados e posts na web

A política de privacidade do Google passou por atualizações no começo de julho que servem de chancela para que o Bard e outras tecnologias de inteligência artificial vasculhem a internet em busca de informações. Até mesmo as postagens das pessoas em variadas redes – inclusive minhas e suas, não se engane – poderão ser utilizadas para abastecer os sistemas de IA.

Esta é a primeira vez que o Google coloca num documento qual será a abordagem em torno de fontes de informação para tecnologias de IA. Uma versão anterior do documento estipulava que estes conteúdos poderiam ser lidos e reproduzidos por LLMs. Agora, a terminologia mais ampla – mencionando “modelos de IA” – permite ao buscar treinar outras ferramentas com base nas nossas informações “públicas”.

Em resposta ao portal The Verge, a porta-voz Christa Muldoon disse que a política de privacidade “sempre foi transparente no sentido de que o Google usa informações publicamente disponíveis na web aberta para treinar modelos de linguagem para serviços como o Google Tradutor”. A atualização mais recente, percebida primeiro pelo Gizmodo, seria apenas para esclarecer que serviços mais novos, como o Bard, também estão inclusos. O documento ainda cita as ferramentas de IA do Google Cloud.

Print de página da internet. Destaque para trecho que diz: "Podemos, por exemplo, coletar informações disponíveis publicamente on-line ou de outras fontes públicas para ajudar a treinar os modelos de IA do Google e criar recursos como o Google Tradutor, o Bard e recursos de IA na nuvem. Ou, caso as informações sobre sua empresa apareçam em um site, podemos indexá-las e exibi-las nos Serviços do Google."
Política de privacidade do Google em português, conforme acessado em 05.07.2023 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Verge destaca que a documentação oficial não dá detalhes sobre como o Google e o Bard irão agir diante de material protegido por leis de copyright. Esta é uma das discussões mais quentes em torno da inteligência artificial generativa, que leva em consideração o que foi produzido no passado para recriar frases supostamente próprias.

Diversos sites proíbem a prática de coleta de dados. Tanto é assim que, na semana passada, o Twitter começou a limitar a visualização de tweets por usuários sem perfil na rede social.

Em seguida, o proprietário da plataforma, Elon Musk, determinou uma cota na quantidade de postagens que todos poderiam ver dentro do Twitter. Hoje em dia, me parece que a “taxa limite” não está mais valendo.

Fonte: Tecnoblog

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