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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Estudos apoiados pela Meta dizem que as pessoas não gostam de feeds cronológicos

Estudos apoiados pela Meta dizem que as pessoas não gostam de feeds cronológicos

A Meta divulgou na última quinta-feira (28) os resultados de estudos que mostram que o público não gosta de feed cronológico. As quatro pesquisas foram publicadas nas revistas Science e Nature, duas das principais revistas científicas do mundo e revisadas por pares. Para os estudos, a Meta compartilhou dados de mais 208 milhões de usuários nos Estados Unidos e convidou mais de 15 mil usuários (Facebook e Instagram) para participar de um teste com feed cronológico por três meses.

As pesquisas foram realizadas com o objetivo de entender o papel de um feed de recomendados — no qual o algoritmo sugere conteúdos com base no gosto do usuário — na polarização política durante as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos. Os resultados mostram que o uso de feed cronológico quase não tem impacto em diminuir a polarização.

Um dos motivos para o que citamos no parágrafo anterior é que os usuários do Facebook e Instagram passaram menos tempo nessas redes e provavelmente foram para as plataformas rivais que possuem feeds baseados em algoritmos — como TikTok e YouTube.

Curiosamente, o feed cronológico dos participantes mostrou 15,2% mais conteúdo político e 68,8% a mais de publicações não confiáveis. E isso faz sentido: num período de eleições, é mais natural que o público se engaje no tema, fale mais sobre isso e compartilhe conteúdos duvidosos. O feed de algoritmo também “reduz” essas publicações se o usuário não demonstra interesse no tema.

Os estudos publicados na Nature e Science (os primeiros de um total de 16) corroboram pesquisas internas da Meta. Em 2018, a empresa de Mark Zuckerberg concluiu que os usuários ficam “scrollando” no feed até encontrar algo que gostam. Se não acham, fecham o app.

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Instagram relançou o feed cronológico em 2022, mas padrão ainda é o feed do algoritmo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mesmo que o feed cronológico mostre que não há relação entre a sua adoção e a redução de extremismos, os conteúdos das redes sociais continuam como um dos culpados no aumento da polarização, como mostrado por estudos anteriores.

Fonte: Tecnoblog

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