Pós-pago ultrapassa pré-pago em linhas de celular no Brasil

A Anatel divulgou os números de setembro de 2020 do mercado de telefonia, e finalmente o segmento de celulares pós-pagos superou o pré-pago. 50,3% das mais de 228 milhões de linhas móveis do Brasil utilizam o serviço com faturamento após o período de uso, em especial na Vivo e Claro. A popularização do WhatsApp e o surgimento de planos com ligações para qualquer operadora impulsionaram a alta da categoria.
Para as operadoras, as linhas do pós-pago são mais vantajosas: o modelo tem cobrança recorrente e preços mais caros do que o pré-pago, e isso impacta positivamente na receita da empresa. Esses planos costumam oferecer alguns benefícios ao cliente, como maior franquia de dados, desconto em aparelhos ou serviços de valor agregado.
É importante lembrar que na categoria pós-pago se enquadram também os planos controle, que apresentam custo maior do que o pré-pago mas são mais baratos que o pós-pago puro. É comum encontrar um plano controle na faixa de R$ 50 por mês, enquanto o pós-pago puro normalmente custa mais de R$ 100 mensais.
Outro fator que impulsiona o crescimento do pós é a existência de planos familiares. Todas as grandes operadoras possuem pacotes que permitem adicionar linhas dependentes para compartilhar a franquia de internet e demais benefícios. Esses chips adicionais são considerados como linha do pós, o que acaba contribuindo para a alta desse mercado.
Os primeiros dados disponíveis no portal de dados da Anatel são de fevereiro de 2005; na época, o pré-pago representava 80,3% das linhas móveis, enquanto o pós-pago tinha apenas 19,7 dos acessos. A Vivo era líder do segmento, com 43,8% das linhas, seguida por TIM (21,1%), Claro (20,7%) e Oi (13,7%).

O maior pico do pré-pago foi em janeiro de 2010, com 82,6% das linhas móveis presentes na categoria. A partir de 2012 é possível perceber uma alta no segmento pós-pago, queda no pré e aumento nas desconexões de linhas móveis.
Fonte: Tecnoblog
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