Acionista da Meta não aguenta mais o Zuckerberg falando de “metaverso”

Se você está de saco cheio das empresas — principalmente a Meta — forçando o metaverso para os usuários, imagine quem é acionista de uma big tech. Na verdade, não precisa imaginar mais. Brad Gerstner, CEO da Altimeter Capital, fundo de investimento com algumas centenas de milhões de ações da Meta, divulgou uma carta pedindo que a empresa diminua o foco em metaverso e demita 20% de seus funcionários.
A carta publicada no Medium (plataforma criada por um dos fundadores do Twitter) aponta que a Meta “bateu na parede” do seu core business, seu principal produto, e migrou todos os esforços para o metaverso — causando confusão nos consumidores e deixando os investidores desconfiados com as decisões da empresa.
Seguindo as recomendações de um bom feedback, Gerstner abre a carta falando que a Altimeter Capital sempre apoiou a Meta e, pessoalmente, sempre foi um forte apoiador de empresas lideradas pelos fundadores. Porém, ele enxerga que Zuckerberg levou a empresa para uma “terra de excessos”.
“A Meta entrou em uma terra de excessos — gente demais, ideias demais e urgência de menos”, diz Gerstner em uma de suas “pedradas” para Mark. O CEO da Altimeter Capital opina que a Meta jogou o seu foco rapidamente para o metaverso, chegando até a mudar de nome, quando viu que o seu maior produto, as redes sociais, estagnaram — “bateram na parede”, como disse Gerstner.
O investidor aponta que esse é um dos motivos que levou os acionistas a perderem a confiança na Meta. “Pior, esse ceticismo parece ser confirmado com uma quase imediata e considerável queda nos resultados financeiros e desempenho abaixo da média em 2022”.
Ao mostrar mais fatos da estagnação e perda de foco, Brad Gerstner compara as ações da Meta com outras big techs. Nos últimos 18 meses, as ações da Meta tiveram uma queda de 55%, enquanto as concorrentes caíram 19%. “Essa queda reflete a perda de confiança na companhia, não é apenas o humor do mercado”, afirma Gerstner.
Fonte: Tecnoblog
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