Intel quer “turbinar” Lei de Moore para superar Apple M1

A Lei de Moore é um conceito que perdeu força nos últimos anos. Ou só parecia ter perdido: para Pat Gelsinger, CEO da Intel, “a Lei de Moore está viva e bem” e vai seguir como uma referência para a companhia guiar o desenvolvimento de seus chips, principalmente em um momento em que rivais poderosos roubam a cena: em especial, os chips Apple M1.
Você encontra uma explicação detalhada sobre a Lei de Morre aqui, mas eis um resumo: o nome faz referência a um artigo publicado na Electronics Magazine em 1965 por Gordon E. Moore, um dos fundadores da Intel; no texto, ele afirma que a proporção de transistores colocados nos chips dobraria anualmente por pelo menos dez anos sem que os custos de produção aumentassem.
Em 1975, essa previsão foi atualizada: o número de transistores passaria a dobrar a cada 24 meses. De fato, o ciclo de desenvolvimento dos processadores da Intel nas décadas seguintes trouxe transistores em dobro (ou algo próximo a isso) dentro do período previsto.
Apesar disso, a chamada Lei de Moore não é uma lei da física ou algo do tipo, mas uma observação atrelada ao avanço consistente da indústria de semicondutores na miniaturização de componentes.
O problema é que a miniaturização atingiu patamares tão avançados que manter o ritmo de atualização da tecnologia a cada dois anos virou uma tarefa praticamente impossível. Cada avanço nesse sentido é acompanhado de desafios complexos nos processos de fabricação ou no controle do consumo de energia, por exemplo.
Não é por acaso que a Intel teve — e, de certa forma, ainda tem — muitas dificuldades para fazer sua tecnologia de fabricação sair dos 14 para os 10 nanômetros.
Fonte: Tecnoblog
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