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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Deputado estadual de Santa Catarina usa ChatGPT para criar projeto de lei

Deputado estadual de Santa Catarina usa ChatGPT para criar projeto de lei

Matheus Cadorin (NOVO), deputado estadual em Santa Catarina, utilizou o ChatGPT para criar um projeto de lei (PL). A inteligência artificial desenvolveu um texto sobre a publicação de informações de estoques de medicamente no estado. O uso de IA para a criação de uma lei em SC pode ser o primeiro caso do tipo no Brasil, mas já foi adotado em outros lugares do mundo.

Como o ChatGPT e as inteligências artificiais conversacionais são suscetíveis a erro, o projeto foi revisado por advogados que assessoram o parlamentar. O texto tem o objetivo de aumentar a transparência dos dados de estoques de medicamentos nas unidades de saúde de Santa Catarina. O projeto foi protocolado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na quarta-feira (1).

O projeto de lei criado pelo ChatGPT define as informações que o estado de Santa Catarina deve passar sobre o estoque de medicamentos na rede estadual. Mensalmente, em site oficial, o governo catarinense terá que publicar esses dados.

As informações obrigatórias estão incluídas em incisos. Nos testes realizados pelo Tecnoblog, essa foi uma das partes mais “complicadas” de desenvolver com o ChatGPT. Nos primeiros casos, ele adicionou o que foi pedido no mesmo artigo, deixando um bloco de texto bem grande.

Como explicou o gabinete do deputado ao G1, a simplicidade do PL permitiu que uma IA fosse usada para criar o texto. No teste que realizamos, foi proposto uma lei proibindo o uso de celulares durantes as aulas e de redes sociais e chats conversacionais nos computadores.

Em teste, ChatGPT criou lei sobre o uso de celulares nas escolas catarinenses (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)
Em teste, ChatGPT criou lei sobre o uso de celulares nas escolas catarinenses (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O ChatGPT, após alguns comandos e revisões, produziu uma lei que atendia essas medidas, mas permitia o uso de redes sociais e chats de IAs se autorizados pelo professores em usos pedagógicos. O ChatGPT removeu essa exceção quando pedido.

Fonte: Tecnoblog

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