Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 11 de fevereiro de 2019 · 2 min de leitura ·

Trump deve anunciar plano governamental para inteligência artificial nos EUA

Trump deve anunciar plano governamental para inteligência artificial nos EUA

O que você precisa saber

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar, ainda nesta segunda-feira (11/2), um decreto criando o “American AI Initiative”. O projeto visa delinear uma estratégia para o avanço das pesquisas em inteligência artificial no país e destinar investimentos federais à área. Além disso, busca traçar, nacionalmente um modelo de critérios éticos e normas para o desenvolvimento de sistemas de IA a ser expandido internacionalmente.

A iniciativa chega em um momento que o país se vê “ameaçado” na liderança desse campo tecnológico, de acordo com reportagem do site The Verge. Outras questões-chave resolvidas no decreto são a liberação de recursos públicos, como dados e algoritmos federais, aos pesquisadores, e a montagem de um plano de preparação da classe trabalhadora do país às mudanças no mercado causadas pela automação.

Apesar disso, o programa, porém, não inclui nenhum novo fundo destinado ao desenvolvimento da inteligência artificial e é curto nos detalhes. O governo não divulgou nenhum prazo para alcançar as metas iniciais; pelo contrário, está prometendo um plano mais detalhado, mas que virá nos próximos seis meses.

Até hoje, 18 países lançaram estratégias nacionais de IA, e metade deles inclui novas fontes de investimento ao setor. Os valores variam de US$ 20 milhões na Austrália e na Dinamarca, para quase US$ 2 bilhões na Coreia do Sul, por exemplo.

Há também falhas no encaminhamento da questão imigratória. Grande parte do poder dos Estados Unidos no campo se deve à capacidade de atração de talentos estrangeiros, e especialistas alertam para os prejuízos da retórica anti-imigração de Trump e da política de restrição à liberação do visto. De acordo com a National Science Foundation, o número de estudantes internacionais graduados no país diminuiu 5,5% entre 2016 e 2017.

Kate Crawford, codiretora do grupo de pesquisas AI Now, da Universidade de Nova York, declarou à revista Science que o decreto “corretamente destaca a IA como algo prioritário na política norte-americana, mas peca em conteúdo civil e acadêmico”.

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