Celular Seguro: Governo não vai controlar aparelhos das pessoas, diz ministério

Grande novidade desta semana, a plataforma Celular Seguro tem a proposta de tornar mais fácil a vida do consumidor que teve o celular furtado ou roubado. A iniciativa do governo, no entanto, levantou dúvidas sobre privacidade. As autoridades poderiam controlar o smartphone do cidadão? “Isso é terraplanismo, é teoria da conspiração”, afirma Ricardo Capelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça.
Ele é o principal nome do Celular Seguro. Em entrevista exclusiva ao Tecnoblog, Cappelli diz que o balanço inicial é positivo. Ao mesmo tempo, admite que há muito a ser feito. Por exemplo, convencer as gigantes Apple, Google, Meta e Samsung de que vale a pena se envolver diretamente com o projeto. Confira abaixo os principais trechos desta conversa.

Ricardo Cappelli (Ministério da Justiça) – Muito positivo por dois fatores: tivemos adesão de 480 mil pessoas até agora e muitas empresas vieram até nós para participar do projeto. A parte técnica também está rodando sem nenhum problema. O governo atua como um integrador, um coordenador. O pessoal da Abranet sinalizou pra gente que a inovação do Celular Seguro está justamente na simplicidade. Tem tudo para virar uma referência internacional.
Nós levamos em consideração o CPF, o número de telefone e o IMEI do smartphone. Queremos entregar para as empresas a informação de que houve um registro de furto, roubo ou perda relacionado àquele smartphone. O que a empresa vai fazer com isso fica a cargo dela. A gente não pode se intrometer no modelo de negócio. A maioria dos bancos tem um tempo entre 10 e 30 minutos para fazer alguma coisa. Eu não sei e nem quero saber com quais empresas aquele consumidor tem relação.
Algumas pessoas levantaram a lebre de que o governo vai saber o que tem no smartphone da pessoa, que poderia até mesmo usar essa informação para taxá-lo…
Isso é loucura, é teoria da conspiração, é terraplanismo. A nossa consultoria jurídica é feita por servidores da Advocacia Geral da União. Ela foi muito rigorosa na adesão dos bancos. Todas as empresas tiveram que assinar um conjunto de documentos se comprometendo com a LGPD. Saiu a notícia de que o Flávio Bolsonaro elogiou a iniciativa. Eles sabem que é uma boa ideia e que vai funcionar. Na luta política, inventam essas maluquices.
Fonte: Tecnoblog
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