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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

EUA vai investigar oferta de compra da Qualcomm pela Broadcom por temor à China

EUA vai investigar oferta de compra da Qualcomm pela Broadcom por temor à China

A trama envolvendo a tentativa de compra da Qualcomm pela Broadcom ganhou mais um episódio, com a diferença de que, desta vez, os Estados Unidos protagonizam a história: autoridades do país estão preocupadas com a possibilidade de o negócio enfraquecer a Qualcomm e, ao mesmo tempo, dar vantagens a rivais chineses.

Bandeira - Estados Unidos

Não é difícil entender a relação de uma coisa com a outra. Com sede nos Estados Unidos, a Qualcomm é um dos maiores fornecedores de processadores e tecnologias para dispositivos móveis do mundo. A China, por sua vez, vem colocando em prática um ambicioso plano de dominar esse mercado, bem como os segmentos de inteligência artificial, supercomputadores e afins.

Já a Broadcom tem sede nos Estados Unidos — na Califórnia, para ser exato —, mas o verdadeiro quartel-general, digamos assim, fica em Singapura. Como que para evitar que a compra da Qualcomm seja barrada por órgãos reguladores, a Broadcom até prometeu transferir todo o seu controle para os Estados Unidos.

Mas não é suficiente. Um painel de segurança montado pelo governo dos Estados Unidos identificou riscos na proposta e determinou uma investigação completa da tentativa de compra da Qualcomm pela Broadcom, um tipo de decisão que, não raramente, faz negociações desse porte terminarem sem acordo.

Qualcomm

O Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) tem o poder de barrar ofertas de compras de empresas quando entende que há riscos à segurança nacional. No caso da Broadcom, existe a desconfiança de que a companhia tenha fortes ligações com organizações estrangeiras, especialmente da China.

Dada a gigantesca participação da Qualcomm no mercado de dispositivos móveis, os Estados Unidos temem que o negócio possa resultar em grandes vantagens às companhias chinesas, que poderiam até ganhar mais força para dominar as futuras redes 5G.

Fonte: Tecnoblog

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