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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Meta quer usar dados de todos os usuários para treinar IA; saiba desativar

Meta quer usar dados de todos os usuários para treinar IA; saiba desativar

A Meta pretende usar as postagens públicas dos usuários no treinamento de sistema de inteligência artificial generativa – inclusive no Brasil, para desespero de muitas pessoas. Os posts no Facebook e Instagram deverão abastecer a chamada Meta AI (em inglês), assistente pessoal que desembarca por aqui até o fim de julho, conforme divulgado no evento Meta Conversations, realizado em São Paulo há duas semanas.

O assunto traz toda uma polêmica. Os reguladores da União Europeia e do Reino Unido fizeram pressão a ponto de o conglomerado de Mark Zuckerberg suspender o treinamento de IA com dados de usuários por um tempo. Já por aqui, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados está em busca diálogo com a companhia para entender o impacto desta novidade na privacidade das pessoas.

A Meta diz na documentação oficial que usa informações disponíveis no ambiente online ou em fontes de dados licenciadas, inclusive os dados compartilhados nos produtos e serviços dela mesma. A empresa não revela quais são exatamente estes dados, mas cita as fotos e suas legendas.

Esta autorização começou a valer em 16 de junho. De acordo com a Aos Fatos, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados entrou na jogada ao solicitar informações complementares sobre o assunto, tendo em vista a aplicação da nossa Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Homem sorri enquanto segura uma placa ao seu redor. Ao lado dele está notebook.
Foto de Zuckerberg ganhou notoriedade em 2016 porque webcam e microfone estão cobertos por fita adesiva (Imagem: Reprodução/Mark Zuckerberg)

Ao Tecnoblog, a ANPD informou que está em tratativas oficiais e classificou como “essencial” que seja apresentado um aviso claro para que os usuários da plataforma possam decidir sobre o assunto. “Não há transparência quando há surpresas”, diz o órgão.

Por sua vez, a Meta defende que está comprometida com o desenvolvimento de inteligência artificial generativa de “de forma segura, responsável e atendendo as regulações de privacidade no Brasil”.

Fonte: Tecnoblog

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