Presidente da ABDI descarta ideia de um “WhatsApp nacional”


O nome do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial está no radar dos fãs da política há duas semanas devido à defesa de um suposto Brazap, um aplicativo de comunicação nacional para concorrer com o WhatsApp. Ricardo Cappelli explica ao Tecnoblog, no entanto, que a ideia dele é bem diferente do que foi ventilado na internet.
Cappelli avalia que a alta administração federal deveria utilizar uma ferramenta de comunicação com alta segurança, o que, na visão dele, não seria possível numa plataforma produzida por uma empresa privada baseada nos Estados Unidos. Ele classifica as matérias sobre o tal Brazap como um “factoide”.
Já no começo do papo, Cappelli explica que suas falas dizem respeito ao órgão que chefia, a ABDI. “Ninguém quer banir nada”, diz ele sobre a possibilidade de retirar o WhatsApp do mercado brasileiro. “No entanto, eu duvido que as lideranças de países sérios comuniquem informações sensíveis por meio de um aplicativo de um terceiro privado.”

Ele lembra que os termos de uso do WhatsApp são genéricos e padronizados. Não há nenhum acordo específico com a administração pública para o tráfego de informações confidenciais.
Cappelli defende a adoção de ferramentas que tenham sido desenvolvidas para uso corporativo. É fato que diversas empresas – inclusive de tecnologia – recorrem a soluções mais sofisticadas que o WhatsApp para o compartilhamento de dados sensíveis, estratégicos ou confidenciais.
Ele estima que oito empresas nacionais procuraram a ABDI nas últimas duas semanas para demonstrar ferramentas mais robustas para a comunicação corporativa. A ideia é fazer uma licitação para comprar por volta de 70 licenças. Já no governo, ele acredita que os cargos mais altos deveriam adotar tecnologia similar.
Fonte: Tecnoblog
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