Jogamos: Halo 5 impressiona com mecânicas, mas história deixa a desejar

O que faz um jogo bom para você? Pode ser uma pergunta um pouco estranha, mas ela é definitivamente necessária para definir o quão bom é Halo 5 para você. O novo game da Microsoft, segundo desde a saída da Bungie e a entrada da 343, tende a dividir opiniões. Você gosta de história em jogos ou não se importa tanto? A mecânica do jogo e um bom design de fases importam mais do que a trama por trás para você? Ou então modos de multiplayer de alta qualidade são o que fazem a balança pesar favoravelmente?
Halo é uma das séries mais importantes dos jogos nos últimos 15 anos, com um legado invejável. É a marca registrada da franquia colocar o jogador na pele de Master Chief, o protagonista em arenas enormes repletas de inimigos armados e inteligentes; a inteligência artificial sempre funcionou muito bem. É também uma marca o grande universo cheio de história que diferenciam a saga de um shooter comum, oferecendo uma trama mais rica do que a média dos games de tiro em primeira pessoa, que transformam o jogador em algo que vai muito além do que um simples soldado cumprindo ordens.
E é graças a este histórico que Halo 5: Guardians, não é tudo que poderia ser. Ao longo dos anos, Master Chief ganhou uma personalidade. Sua história se confunde diretamente com a da saga Halo. E, quando você tira o Chief de Halo, há um baque. Há um estranhamento. Não é a mesma coisa.
O spartan Jameson Locke é, na verdade, o grande protagonista deste novo capítulo, com o qual o jogador atravessa a maior parte da história. Master Chief, apresentado como quase um “vilão” por toda a campanha de marketing (quase mentirosa) da Microsoft, é o ponto central da história, decidindo desrespeitar ordens para seguir um chamado misterioso, mas seu papel é relegado a apenas um punhado de missões. No restante, você é Locke, avançando sobre hordas de inimigos para caçar Chief.
Isso não seria um problema se Locke não fosse um personagem tão raso. Ele é aquele protagonista de first-person shooter que é um soldado que cumpre ordens, e isso não é o bastante. O time Osiris, que acompanha o protagonista, também não tem a profundidade que se esperaria de um grupo de protagonistas. Infelizmente, o mesmo pode ser dito do Time Azul, o grupo de spartans formados com Master Chief que finalmente se reencontram com o protagonista da saga. Os irmãos de criação de John-117 são bastante mal aproveitados no game, como se sua aparição no jogo fosse apenas uma rotina, e não uma novidade. A impressão que fica é que os desenvolvedores apostaram demais no universo expandido da série, que inclui livros, seriados e quadrinhos para aprofundar a história dos personagens secundários, roubando de quem apenas joga a chance de conhecer um pouco mais sobre o universo de Halo.
Pesa contra a trama o fato de que ela parece incompleta. Sim, ela é um momento de transição, o que faz com que ela crie situações que não são solucionadas dentro da história de Halo 5, já preparando para o próximo capítulo. É razoavelmente compreensível,…
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