Skype: relembre a história e curiosidades do programa

A Microsoft confirmou na semana passada que o Skype será encerrado, com a data do seu fim marcada para 5 de maio. Lançado em agosto de 2003, o programa de videochamadas ficará inativo após quase 22 anos de operação. Usuários do serviço terão que migrar para o Teams ou outro serviço similar.
Em 2003, a internet era dominada por Google, Microsoft e Yahoo, todas empresas americanas. Criado na Estônia, um país que nos anos 1990 já mirava na digitalização do governo, o Skype foi um dos softwares (aplicativo é o termo Gen Z) fora dos Estados Unidos que conseguiu quebrar parte da hegemonia de programas americanos.
Nessa lista, podemos botar o MIRC (criado por um inglês), o também estoniano Kazaa, o israelense ICQ e os alemães WinRar, OpenOffice, eMule e Tibia.

Pelo menos para este autor, que tinha 9 anos quando o Skype foi lançado, descobrir que o aplicativo era de um país que nunca tinha ouvido falar foi uma enorme surpresa. Hoje o mundo é mais globalizado e temos mais diversidade nas origens dos aplicativos — ainda que as big techs dominem a internet e contratem diversos devs estrangeiros.
Deezer é francês, Spotify é sueco, Telegram é russo com sede nos Emirados Árabes Unidos, você pode usar uma IA generativa chinesa, e Ucrânia e Polônia desenvolvem franquias de jogos bem populares.

Em 2013, a Microsoft matou o MSN e tornou o Skype o seu sucessor. Essa mudança já era especulada desde a aquisição do programa estoniano em 2011 pela big tech. Ainda que o MSN bata na minha nostalgia, a verdade é que a escolha do substituto foi certeira.
Fonte: Tecnoblog
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