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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

China decide: todo conteúdo gerado por IA terá rótulo especial

China decide: todo conteúdo gerado por IA terá rótulo especial

O governo chinês decidiu que todo conteúdo gerado por IA no país receberá um rótulo especial. A partir de 1º de setembro de 2025, qualquer material criado com inteligência artificial precisa exibir uma marcação e conter uma tag nos metadados que confirme que ele foi feito por IA. Em casos de áudios, eles terão uma marca d’água sonora.

A novidade foi publicada pela Administração do Ciberespaço da China (ACC), agência governamental responsável por controlar a internet no país — e o famoso Grande Firewall da China. Contudo, desde setembro de 2024 o governo já estudava uma proposta para facilitar a identificação de conteúdo gerado por IA no ciberespaço chinês.

A ACC publicou em seu site um FAQ sobre o funcionamento das Medidas para a Identificação de Conteúdo Sintético Gerado por Inteligência Artificial (nome traduzido pelo Google Tradutor). A agência explica que os provedores de serviços de IA generativa terão que adotar ferramentas que apliquem no conteúdo gerado os rótulos exigidos — tanto nos metadados como na área visível ou audível do material.

Imagem mostra um cérebro gigante sobre a figura de um homem.
Conteúdos gerados por IA, como imagens, receberão rótulos que identificam sua origem direto na ferramenta de criação (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O ChatGPT, Gemini e o Copilot, principais IAs do ocidente, não operam na China. Logo, elas não precisarão adaptar suas ferramentas para atender à exigência da ACC de incluir marcas d’água no material gerado.

Mas pelo menos uma big tech americana será afetada pela novidade: a Apple. O órgão exige que lojas de aplicativo fiscalizem se os apps de inteligência artificial estão seguindo o regulamento. A App Store funciona na China.

Ícone da App Store do iPhone
App Store terá que fiscalizar se apps de IA generativa contam com ferramentas exigidas pelo governo chinês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A proposta da agência chinesa é evitar o compartilhamento de desinformação com conteúdo gerado por IA e responsabilizar os provedores de serviço pelo material produzido. Os usuários poderão pedir que a ferramenta de inteligência artificial gere um material sem os rótulos “em casos de preocupação social e necessidades industriais”.

Fonte: Tecnoblog

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