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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

China bane obrigatoriedade de reconhecimento facial

China bane obrigatoriedade de reconhecimento facial

A China proibiu que estabelecimentos e serviços forcem o uso de reconhecimento facial. Empresas que desejarem utilizar essa tecnologia terão que fornecer outros meios de autenticação de acesso aos seus serviços. A legislação ainda regula o tratamento de dados do reconhecimento facial, quase como a nossa LGPD ou a GDPR da União Europeia.

A medida foi publicada pela Administração do Ciberespaço da China (ACC), órgão governamental que regula a internet no país e controla o Grande Firewall da China. A ACC tem atribuições que, ao compararmos com o Brasil, mistura Anatel e ANPD. Isso permite que ela também atualize as normas sobre controle de dados pessoais.

As empresas poderão utilizar a tecnologia de reconhecimento facial em seus serviços, mas são obrigadas a fornecer meios alternativos de autenticação de acesso. O usuário deve escolher qual método usará para seu login. A prioridade é que os serviços utilizem o banco de dados nacional da China para autenticar o login — um paralelo com o nosso cenário seria o uso do gov.com.br para isso.

Bandeira da China hasteada.
China quer que empresas usem banco nacional de dados para validar identidade de usuários (imagem: Philip Jägenstedt/Flickr)

A diferença é que, ao invés de usar o gov.br apenas para serviços públicos, estaríamos usando a autenticação para entrar no app do banco ou para validar nossa identidade em serviços que exigem isso.

As semelhanças com a LGPD e GDPR se dão pelo fato de que a nova medida exige, entre outras coisas, métodos seguros de proteção de dados ligados ao reconhecimento facial, identificação dos controladores de dados, finalidade do uso desses dados, método de tratamento das informações e divulgação de como os usuários podem exercer seus direitos sobre eles.

Com essa medida, o governo chinês visa regular o uso do reconhecimento facial em serviços na internet e forçar empresas a aplicar técnicas para assegurar a privacidade e proteção dos dados. A novidade na regulamentação da internet no país também prevê punições para quem violar as normas.

Fonte: Tecnoblog

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