Anthropic vence processo sobre uso de livros físicos para treinar IA

Em meio à onda de processos contra empresas de inteligência artificial, um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que a Anthropic, criadora da IA Claude, não violou direitos autorais ao treinar seus modelos com livros comprados legalmente.
A decisão, emitida nessa segunda-feira (23) pelo juiz William Alsup, da Califórnia, enquadra a prática na doutrina de uso justo (“fair use”, em inglês), princípio da legislação americana que permite certos usos de obras protegidas sem autorização do autor.
No entanto, a decisão não encerra o processo. O juiz determinou que a Anthropic ainda enfrentará um julgamento separado relacionado à acusação de ter utilizado livros pirateados, obtidos na internet, em sua biblioteca de conteúdo, mesmo que não os tenha usado para treinamento da IA.

A ação foi movida por um grupo de autores que acusa a Anthropic de usar ilegalmente “centenas de milhares de obras protegidas por direitos autorais” no desenvolvimento do Claude.
Em sua análise, o juiz Alsup argumenta que os modelos de linguagem não reproduzem diretamente elementos criativos das obras originais, nem imitam o estilo de autores específicos.
“A queixa dos autores não é diferente do que seria se eles reclamassem que treinar crianças em idade escolar para escrever bem resultaria em uma explosão de obras concorrentes”, escreveu o juiz.
Fonte: Tecnoblog
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