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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Celulares com 3 ou 2 nanômetros vão se espalhar, prevê consultoria

Celulares com 3 ou 2 nanômetros vão se espalhar, prevê consultoria

A indústria de semicondutores para smartphones está acelerando a mudança para tecnologias de fabricação mais avançadas. A previsão é que os processos de 3 nanômetros (nm) e 2 nm respondam juntos por um terço de todos os chips (SoCs) de celulares comercializados até 2026.

A projeção foi divulgada pela consultoria Counterpoint Research e indica uma corrida tecnológica motivada pela crescente demanda por recursos de inteligência artificial (IA) nos aparelhos, jogos imersivos e maior eficiência energética.

Gráfico de barras verticais empilhadas comparando a participação de diferentes nós de fabricação de chips em 2024, 2025 (estimativa) e 2026 (estimativa). As categorias são: “2nm” (preto), “3nm” (cinza), “5/4nm” (rosa claro), “7/6nm” (vermelho claro) e “Mature Nodes” (vermelho escuro). Em 2024 e 2025, as faixas “7/6nm” e “Mature Nodes” têm maior proporção; em 2026, aumentam as faixas “3nm” e “5/4nm”. À direita, variação anual estimada entre 2025 e 2024: “3nm” (+79%) e “5/4nm” (+13%) com setas verdes para cima; “7/6nm” (-25%) e “Mature Nodes” (-19%) com setas vermelhas para baixo. Logomarca “Counterpoint” ao centro da barra de 2024.
Litografia dos smartphones a partir de 2024 (imagem: reprodução/Counterpoint Research)

A importância da litografia de 3 nm reside na capacidade de aumentar a densidade de transistores em um chip. Funciona assim: quanto menor a litografia, mais transistores podem ser alocados no mesmo espaço, resultando em processadores mais rápidos, potentes e eficientes no consumo de energia.

Imagine que o processador do seu celular é um motor. Os transistores são as peças que fazem esse motor funcionar. A tecnologia de 3 nanômetros permite fabricar essas peças em um tamanho minúsculo. Por serem menores, cabem muito mais delas dentro do mesmo motor. O resultado é mais potência, e, surpreendentemente, mais eficiência.

Para o consumidor, isso resulta numa bateria que dura mais longe da tomada e num dispositivo capaz de executar aplicativos de IA complexos.

A Apple iniciou essa movimentação em 2023 ao lançar o chip A17 Pro, fabricado no processo de 3 nm da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). O componente é o coração do iPhone 15 Pro e do irmão maior, o iPhone 15 Pro Max. Seguindo a tendência, a Qualcomm e a MediaTek introduziram seus próprios chips topo de linha com a mesma litografia no ano seguinte.

Fonte: Tecnoblog

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