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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Polícia prende suspeito de facilitar ataque cibernético a bancos

Polícia prende suspeito de facilitar ataque cibernético a bancos

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nessa quinta-feira (03/07) o homem suspeito de facilitar um dos maiores ataques hackers já registrados contra o sistema financeiro nacional. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o alvo é João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software (CMSW) — empresa que conecta sistemas de bancos e fintechs ao Pix do Banco Central (BC).

Roque teria permitido o acesso de criminosos a sistemas sigilosos usando seu próprio computador, segundo o G1. O ataque veio a público na quarta-feira (02/07) e afetou pelo menos seis instituições financeiras.

A prisão aconteceu no bairro City Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista. A investigação ainda apura a extensão dos prejuízos e outros envolvidos no esquema.

Imagem mostra a parte superior da página da empresa CMSW no LinkedIn. No canto superior esquerdo, há um logotipo com fundo amarelo e as letras "CMSW" em preto. Acima, a imagem de capa exibe um padrão quadriculado com quadrados amarelos e verde-oliva. Abaixo, está o nome "CMSW" seguido da descrição em inglês: "Global leader provider of instant payment solutions, pioneering Pix in Brazil and connecting RTP worldwide. AI expert." Indicação de 30 mil seguidores e entre 51-200 funcionários. Botões "Seguir", "Envie mensagem" e "Visite o site" estão visíveis.
CMSW se posiciona como fornecedora de soluções instantâneas de pagamentos (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A fraude veio à tona depois que a BMP, cliente da CMSW, registrou um boletim de ocorrência relatando desvios milionários. A própria CMSW também notificou o Banco Central sobre um ataque. 

Ainda não há confirmação oficial do valor total desviado, mas a estimativa é de algo em torno de R$ 800 mil e R$ 1 bilhão. A polícia bloqueou uma conta com R$ 270 milhões, que teria sido usada para receber o dinheiro. O BC não informou o nome de todas as instituições afetadas.

O suspeito disse à polícia que recebeu R$ 5 mil em maio deste ano para liberar o acesso aos hackers e outros R$ 10 mil para ajudar a criar um sistema que permitisse os desvios, ainda de acordo com o G1. Ele teria trocado de celular a cada 15 dias para evitar que fosse rastreado.

Fonte: Tecnoblog

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