Nvidia vai retomar vendas de GPUs para a China após sinal verde dos EUA

A Nvidia vai retomar os embarques das GPUs H20 para a China, modelo desenvolvido especialmente para o mercado local e que estava parado por conta das restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos. Os envios ainda dependem de autorizações formais, mas a fabricante afirmou ter recebido garantias de que as licenças de exportação serão concedidas dentro das regras atuais.
A reabertura desse mercado é vista como uma vitória parcial para o CEO Jensen Huang, que vinha criticando publicamente as barreiras impostas à venda de chips de inteligência artificial para países como a China. Com o anúncio, feito nessa segunda-feira (14/07), as ações da Nvidia subiram e puxaram também papéis de gigantes chinesas como Alibaba e operadoras de data centers na Ásia.
A decisão de reativar os envios ocorre após meses de tensões em torno das regras de controle de exportações de semicondutores dos EUA. Desde abril, a venda de chips H20 — voltados para aplicações em IA — estava limitada por novas exigências do governo norte-americano, que impôs a necessidade de licenças especiais.
Segundo estimativas, essas restrições poderiam gerar perdas de até US$ 12 bilhões em receita para a Nvidia, sem impacto relevante para o avanço tecnológico da China.
Mesmo com a sinalização positiva de Washington, a Nvidia esclareceu que os controles não foram eliminados e que os pedidos de licença ainda serão necessários. A diferença é que agora há uma expectativa realista de aprovação. Os H20s são chips otimizados para tarefas de inferência, menos avançados em treinamento de modelos de IA, mas ainda muito procurados por empresas chinesas de tecnologia.
Huang vem se posicionando com mais veemência contra as restrições, classificando medidas específicas contra a China como “fracassadas”. Ele também afirmou que o setor precisa de previsibilidade para continuar crescendo. Segundo a Bloomberg, a decisão de flexibilizar as licenças pode ter sido influenciada por temores de perda de competitividade global dos EUA.
Fonte: Tecnoblog
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