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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

“Nada é eterno”, diz CEO da Ubisoft sobre games antigos

“Nada é eterno”, diz CEO da Ubisoft sobre games antigos

Stop Killing Games é o nome de uma campanha que ganhou força na Europa. O movimento pressiona a União Europeia a legislar sobre o direito de manter o acesso a games antigos, mesmo após as empresas descontinuarem os títulos. Foi em resposta a ela que o CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, declarou: “Nada é eterno”.

A campanha é encabeçada pelo youtuber Ross Scott e surgiu em reação direta a uma decisão da própria Ubisoft. Em março de 2024, a empresa tornou o jogo The Crew inacessível ao desligar seus servidores.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog, a medida revoltou compradores, e alguns chegaram a processar a empresa. Foi quando a Ubisoft defendeu que os jogadores não compram o jogo em si, mas uma licença limitada de acesso.

A imagem mostra a fachada da sede da Ubisoft em Montreal, no Canadá. É um prédio de tijolos vermelhos, de estilo industrial, com janelas altas e estreitas, distribuídas em colunas verticais. No topo do edifício, em duas faces, há letreiros com a marca "UBISOFT", indicando que o prédio pertence à empresa de desenvolvimento de jogos eletrônicos. O céu está nublado, sugerindo um dia cinzento. Na frente do prédio, há postes de iluminação pública.
Ubisoft mudou algumas políticas de licença (imagem: Flickr/Shuichi Aizawa)

Segundo o Game File, a declaração do CEO ocorreu em uma reunião com acionistas. Guillemot afirmou que a Ubisoft se esforça para manter o suporte aos jogos antigos, mas ponderou que os jogadores não devem esperar acesso vitalício a esses títulos. 

“Esse tipo de problema não é específico da Ubisoft. Todas as editoras de videogames enfrentam esse problema. Você fornece um serviço, mas nada é definitivo e, em algum momento, o serviço pode ser descontinuado. Nada é eterno. Estamos fazendo o possível para garantir que tudo corra bem para todos os jogadores e compradores, porque, obviamente, o suporte para todos os jogos não pode durar para sempre.”

Jogos são produtos ou serviços? Não temos mais a resposta na ponta da língua, mas o setor abraçou o modelo de serviço. No mês passado, a Microsoft indicou que a próxima geração do Xbox deve apostar na integração com a nuvem, em vez de focar exclusivamente em hardware — algo criticado por ex-funcionários.

Fonte: Tecnoblog

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