Manual de ‘Resident Evil 7’ para medrosos

“Resident Evil 7” tem duas coisas que me incomodam e, quando combinadas, formam uma categoria de jogos que eu classifico como “injogáveis”: 1) provoca medo e 2) é em primeira pessoa. Mas “RE7” é muito bom, então eu vinha buscando uma maneira de contornar os poréns para encarar o desafio. Até que topei com um conjunto de dicas para medrosos e tomei coragem.
Kirk Hamilton, do Kotaku, publicou um manual para quem, como eu, se sentiu ao mesmo tempo intimidado e atraído pelo mais novo título da Capcom. E aquilo ajuda de verdade, tanto que parte das dicas me foi bastante útil para encontrar o “final verdadeiro” da demo do jogo. Abaixo, misturo parte do que Hamilton escreveu com minhas próprias experiências, formando um conjunto de dicas que pode auxiliar os covardes na jornada fascinante que é “RE7”. Confira:
Assim que abrir o jogo, “RE7” vai te mostrar uma tela para configuração de luminosidade. A sugestão deles é que você deixe a imagem da esquerda totalmente apagada e a da direita, apenas levemente visível. Seguir esse esquema fará com que fique praticamente impossível enxergar o ambiente além da sua lanterna, mas, se você subir a iluminação até o nível oito ou nove (dá para ir até o dez), notará que o seu entorno aparece, o que elimina um pouco do elemento surpresa.
Jogar durante o dia te faz lembrar de que aquilo é só um jogo, seu mundo real está lá fora, onde bate a luz do Sol. Já a companhia é bastante útil para te manter distraído — o jogo dá aflição porque o protagonista está quase sempre sozinho, então se você tiver com quem conversar essa atmosfera se quebra um pouco.
Até chegar ao primeiro chefe, tudo é novidade, mas a partir dali você já entendeu o que precisa fazer e como deve prosseguir. “RE7” trabalha bem a ideia de que a antecipação ao susto dá mais medo do que o susto em si, mas depois que você percebe como as coisas funcionam fica mais fácil digerir a mecânica. Outra coisa interessante a se fazer é experimentar a demo, que está disponível gratuitamente.
“RE7” tem um trabalho de sonoplastia fantástico; o tempo todo você ouve passos e barulhos que informam em que direção está o perigo mas também te deixam paranoico, porque você fica rodeado de rangidos e do estalar de madeira. Se você não ouvir muito disso, os efeitos não afetam tanto.
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