WhatsApp quer proteger nomes de usuário das mensagens não solicitadas

O WhatsApp está desenvolvendo um novo recurso de segurança voltado ao futuro uso de nomes de usuário: a chamada “chave de acesso”. A função vai permitir que os consumidores estabeleçam um código extra — uma espécie de senha — para controlar quem poderá enviar mensagens diretamente por meio do nome de usuário, sem necessidade de número de telefone.
A novidade aparece na versão 2.25.22.9 do aplicativo para Android, liberada por meio do programa beta da Play Store. Com ela, o WhatsApp reforçaria seu plano de ampliar a privacidade e o controle de interações dentro do app, especialmente diante da chegada gradual do sistema de usernames, ainda em desenvolvimento.
A chave — antes chamada de PIN — será uma combinação definida pelo próprio usuário. Ela funcionará como uma barreira opcional para impedir mensagens de desconhecidos que tenham descoberto o seu nome de usuário. A ideia é evitar interações indesejadas, especialmente em ambientes públicos ou em situações em que o nome (equivalente ao arroba do X ou Instagram) foi compartilhado amplamente.
Mesmo que alguém saiba seu username, não conseguirá iniciar uma conversa sem também ter a chave — desde que essa camada extra de proteção esteja ativada. Isso deve trazer um nível adicional de segurança e reduzir a exposição a mensagens não solicitadas.
A mudança no nome da função — de PIN para chave — também teria como objetivo esclarecer seu propósito. O WhatsApp busca evitar confusões com códigos de autenticação em duas etapas, que têm uma função totalmente distinta. Enquanto o PIN protege a conta, a chave do username serve apenas para restringir quem pode enviar mensagens por esse método.

A possibilidade de criar nomes de usuário no WhatsApp vem sendo preparada há mais de dois anos, com códigos identificados desde 2023. Em setembro de 2024, publicações especializadas já indicavam que a Meta estudava uma forma de vincular usernames a uma senha numérica, como forma de mitigar abusos. Agora, o avanço dessa implementação se confirma com testes mais visíveis no app.
Fonte: Tecnoblog
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