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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Plataforma distribui jogos adultos de graça em protesto contra remoções

Plataforma distribui jogos adultos de graça em protesto contra remoções

Após uma campanha que levou à remoção de jogos com conteúdo adulto do Steam e do Itch.io — plataforma voltada para títulos independentes —, a loja GOG resolveu protestar. Na última sexta-feira (01/08), o serviço, conhecido por vender games de PC sem DRM, liberou gratuitamente 13 jogos que haviam sido excluídos das outras lojas. 

Os títulos ficaram disponíveis para download por 48 horas no site freedomtobuy.games. A iniciativa é uma resposta ao que a GOG chama de “apagamento silencioso de obras criativas”. 

Para a empresa, jogos legais e produzidos com responsabilidade estão sendo removidos das lojas digitais por pressão indireta de processadoras de pagamento. “Se um jogo é legal e feito com responsabilidade, os jogadores devem ter o direito de acessá-lo hoje — e daqui a décadas”, diz um comunicado da GOG.

A ação é uma resposta a remoção dos jogos no Steam e Itch.io. Mas a polêmica ganhou força no começo de julho, quando o grupo australiano Collective Shout publicou uma carta aberta direcionada a Mastercard, Visa, PayPal e outras processadoras de pagamento, pedindo o bloqueio de jogos com temas como incesto, estupro e abuso.

Dias depois, o Steam anunciou que removeria conteúdos que violassem as regras impostas por essas empresas. O Itch.io seguiu o movimento, ocultando jogos adultos da busca e de páginas públicas enquanto conduzia uma auditoria interna. Já no início de agosto, diversos jogos haviam desaparecido das duas plataformas.

Captura de tela mostra a home de um site, com os escritos "Censorship is quietly deciding which games you can buy. We are fighting back". Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Site da campanha afirma reagir à remoção de jogos das lojas digitais (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Como relata a Wired, desenvolvedores, entidades da indústria e especialistas passaram a falar em “censura financeira”: ainda que as empresas de pagamento não atuem diretamente como moderadoras, as exigências impostas por elas estaria limitando a viabilidade comercial dos criadores.

Fonte: Tecnoblog

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