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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

O ChatGPT contribuiu para um suicídio. Agora, a OpenAI promete mudanças.

O ChatGPT contribuiu para um suicídio. Agora, a OpenAI promete mudanças.

O jovem americano Adam Raine cometeu suicídio aos 16 anos. Ao procurar por respostas, seus pais acessaram o histórico do ChatGPT e viram que o garoto falava há meses sobre seus problemas. Nas últimas conversas, o robô chegou a sugerir um rascunho de carta de despedida e ofereceu ajuda para fazer um “upgrade” no plano para tirar a própria vida.

Os pais de Adam entraram com um processo contra a OpenAI e Sam Altman, CEO e cofundador da empresa. Após a repercussão, a companhia prometeu mudanças para evitar que os casos em que a inteligência artificial contribuiu para crises de saúde mental continuem aumentado.

A NBC News teve acesso à ação judicial iniciada por Matt e Maria Raine, pais de Adam. Eles acusam a OpenAI e Altman de negligência no caso do garoto, bem como por falhar ao não alertar sobre riscos associados ao uso da ferramenta.

“Apesar de estar ciente da tentativa de suicídio de Adam e sua afirmação de que faria ‘isso qualquer dia’, o ChatGPT não encerrou a sessão nem iniciou qualquer protocolo de emergência”, diz o processo.

“Ele não precisava de aconselhamento ou conversa. Ele precisava de uma intervenção imediata, de 72 horas. Ele estava desesperado. Fica muito claro quando você lê as conversas”, diz Matt Raine.

Os pais de Adam imprimiram mais de 3 mil páginas de conversas entre o garoto e o ChatGPT, feitas entre setembro de 2024 e abril de 2025. Em diversos momentos, o robô não priorizou a integridade física e mental nem tentou prevenir o suicídio — muito pelo contrário.

Fonte: Tecnoblog

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