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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Documento que defende uso ético da IA na educação cita fontes inexistentes

Documento que defende uso ético da IA na educação cita fontes inexistentes

Um documento com planos educacionais do governo da província de Terra Nova e Labrador, no Canadá, está no centro de uma polêmica: pelo menos 15 fontes citadas como referências não existem, o que levanta suspeitas de que ferramentas de inteligência artificial foram usadas na escrita.

O relatório, intitulado “Education Accord”, tem mais de 400 páginas e levou 18 meses para ser elaborado. Ironicamente, entre suas sugestões de medidas pedagógicas, ele inclui a capacitação de alunos e educadores com “conhecimentos básicos de IA, incluindo ética, privacidade de dados e uso responsável da tecnologia”.

O documento cita um filme produzido pela National Film Board do Canadá chamado “Schoolyard Games”, mas, segundo a entidade, esse filme simplesmente não existe. Curiosamente, um filme com esse mesmo nome é mencionado em um guia de escrita da Universidade de Vitória (Canadá). É um exemplo fictício, para ensinar como formatar citações corretamente.

Aluno usando laptop e escrevendo em caderno. Foto: Stocksnap/Pixabay
Documento inclui uso ético de IA entre recomendações pedagógicas (foto: Stocksnap/Pixabay)

Aaron Tucker, professor assistente da Universidade Memorial de Terra Nova, disse não ter conseguido encontrar várias fontes citadas, mesmo procurando no Google, na biblioteca da instituição e em outros bancos de dados acadêmicos.

“Se [o relatório] foi feito por IA, eu não sei, mas inventar fontes é um sinal revelador do uso de inteligência artificial”, diz Tucker, que pesquisa a história da tecnologia no Canadá.

Chatbots de IA, apesar de suas capacidades impressionantes de escrita, pesquisa e programação, podem “alucinar”, termo usado para descrever quando um robô cria um resultado aparentemente coerente, mas falso. Um tipo comum é justamente inventar informações, e isso é ainda mais acentuado quando se trata de nomes de obras como livros, artigos, filmes e discos, entre outros.

Fonte: Tecnoblog

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