CEO da Apple diz que iPhones não estão mais caros por causa das tarifas

O iPhone 17 Pro chegou US$ 100 mais caro nos EUA, mas isso não tem a ver com as tarifas de importação impostas pelo governo de Donald Trump, segundo o CEO da Apple, Tim Cook. Em resposta à emissora americana CNBC, o executivo enfatizou: “Para ser totalmente claro, não há aumento por tarifas nos preços”.
Embora Cook negue a relação direta entre as tarifas e o aumento de preço, a empresa precisou se movimentar ao longo do ano para evitar que a guerra comercial entre os EUA e a China impactasse o bolso dos consumidores da Apple.
Além do aumento no valor da versão Pro, a empresa manteve o preço dos modelos de entrada e introduziu o iPhone Air, mais fino, a um custo maior que o dos iPhones “Plus”, descontinuados na nova geração.

Uma das principais atuações da Apple para contornar as tarifas é a tentativa de diversificação da cadeia produtiva, historicamente concentrada na China. Em abril, a empresa acelerou a transferência de parte da montagem dos iPhones para países com tarifas mais baixas, como Índia e Vietnã.
Além disso, no mesmo mês, diante da chegada do que ficou conhecido como “tarifaço”, a Apple tomou medidas mais drásticas. A companhia chegou a enviar cerca de 1,5 milhão de iPhones em voos fretados da Índia aos Estados Unidos. O objetivo era formar um estoque em solo americano antes que as novas regras de importação vigorassem (à época, a alíquota de importação da China para os EUA chegava aos 125%).
Posteriormente, o governo Trump recuou e excluiu, temporariamente, celulares e computadores da lista de produtos sobretaxados. Ainda assim, durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre, Cook revelou que a companhia teve um prejuízo de US$ 800 milhões em custos ligados às tarifas.
Fonte: Tecnoblog
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