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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

Preço médio do GB no celular subiu de novo no Brasil

O preço médio pago pelo gigabyte de internet no celular voltou a subir no Brasil, atingindo R$ 6,19 no segundo trimestre de 2025 — uma alta de 12,34% em comparação com o mesmo período de 2024 (R$ 5,51). Os dados são do mais recente Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações, divulgado pela Anatel.

Essa é a quinta vez seguida que o relatório confirma uma tendência de encarecimento no Serviço Móvel Pessoal (SMP), após um período de queda nos preços entre 2021 e 2024. No primeiro trimestre deste ano, o preço médio era de R$ 6,13.

O aumento no preço do GB acompanha o aumento da receita média por usuário das operadoras, ainda que o consumo de dados pela população tenha registrado queda. O cenário é diferente quando se trata dos serviços de banda larga fixa. No mesmo trimestre, o preço médio do GB no serviço fixo caiu 17,71% e o consumo de dados por residência aumentou.

Ilustração sobre internet banda larga mostra uma mão azul segurando um celular. O fundo da imagem também é azul. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" também é visível.
Consumo via dados móveis caiu (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para entender por que o GB ficou mais caro, é preciso olhar para a relação entre o que se paga e o que se usa. Segundo a Anatel, o consumo médio de dados por usuário no serviço móvel caiu 1,25% em um ano, passando de 5,63 GB para 5,56 GB entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025.

Ao mesmo tempo em que o uso diminuiu, a arrecadação das operadoras por cliente aumentou. A receita média por usuário (ARPU) total do SMP chegou a R$ 32,73. O valor específico para o pacote de dados, que é o principal componente dos planos atuais, também subiu, alcançando um ARPU de R$ 27,75.

Ou seja, os brasileiros estão, em média, consumindo menos internet móvel e pagando mais por isso. É importante notar que o cálculo de preço por GB feito pela agência considera a receita total das operadoras dividida pelo tráfego total de dados consumido pelos clientes, e não o valor dos pacotes contratados.

Fonte: Tecnoblog

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