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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

IA que recria pessoas falecidas divide opiniões na web; assista ao vídeo

IA que recria pessoas falecidas divide opiniões na web; assista ao vídeo

Uma nova ferramenta de inteligência artificial bateu 4,1 milhões de visualizações e reacendeu discussões sobre os limites éticos da tecnologia. Criada pela startup americana 2Wai, ela permite que os usuários recriem digitalmente familiares já falecidos. O aplicativo é capaz de gerar avatares interativos que imitam voz, aparência e até “memórias” de pessoas mortas.

A proposta rapidamente viralizou após um dos cofundadores, Calum Worthy, divulgar um vídeo demonstrando o funcionamento da ferramenta. A repercussão, no entanto, veio acompanhada de críticas intensas — muitas delas relacionadas ao risco de substituir o processo real de luto por interações artificiais.

O vídeo promocional mostra uma mulher grávida conversando pelo celular com uma versão digital de sua mãe já falecida. Em seguida, a história avança dez meses, exibindo a “avó virtual” lendo uma história para o bebê. Mais tarde, o avatar conversa normalmente com o menino enquanto ele volta da escola.

A gravação termina com o jovem, agora adulto, anunciando à avó digital que ela se tornará bisavó. A peça publicitária encerra com a mensagem: “Com a 2Wai, três minutos podem durar para sempre”.

Worthy descreveu a plataforma como “um arquivo vivo da humanidade”: “E se os entes queridos que perdemos pudessem fazer parte do nosso futuro?”. O aplicativo, disponível para iPhone, permite criar os chamados HoloAvatars, que, segundo a empresa, “se parecem e falam como você, e até compartilham as mesmas memórias”. Uma versão para Android está prevista para chegar em breve.

Startup lança IA que recria pessoas falecidas e reacende debate sobre luto digital
IA que recria pessoas falecidas deve ganhar versão para Android em breve (imagem: X/@CalumWorthy)

A proposta imediatamente gerou comparações com “Be Right Back”, episódio de Black Mirror que aborda uma situação semelhante. Nas redes sociais, muitos usuários classificaram o vídeo como “assustador”, “demoníaco” e algo que “deveria ser destruído”. O ponto mais sensível foi a representação de uma criança desenvolvendo vínculos profundos com uma recriação digital da avó.

Fonte: Tecnoblog

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