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Cinema · · 2 min de leitura ·

Diário de Cannes: Nicole Kidman, John Cusack e Zac Efron apresentam The Paperboy

Diário de Cannes: Nicole Kidman, John Cusack e Zac Efron apresentam The Paperboy




Trio de astros está no novo filme do diretor de "Preciosa", que compete pela Palma de Ouro.

Os últimos dias têm sido pródigos em relação aos astros presentes na Croisette. Após Brad Pitt, Kristen Stewart e Kirsten Dunst, hoje foi a vez de Nicole Kidman, John Cusack, Matthew McConaughey e Zac Efron passarem pelo tapete vermelho do festival. Tudo para prestigiar The Paperboy, exibido hoje pela manhã para a imprensa mundial.

Macy Gray, Nicole Kidman, Matthew McConaughey, Lee Daniels, John Cusack e Zac Efron

Dirigido por Lee Daniels, indicado ao Oscar por Preciosa – Uma História de Esperança, o longa-metragem é um suspense com tons eróticos. A história gira em torno de um jornalista (McConaughey) que retorna à sua cidade-natal para investigar a condenação à pena de morte de um presidiário (Cusack), acusado de ter matado um xerife local. Para tanto conta com a ajuda do irmão (Efron) e de uma mulher (Kidman) que se corresponde com o prisioneiro através de cartas bem picantes.

Narrado pela cantora Macy Gray, que se arrisca como atriz, The Paperboy explora o preconceito racial típico do sul dos Estados Unidos e também os corpos de seus principais integrantes. Zac Efron, por exemplo, segue a linha Taylor Lautner na saga Crepúsculo e, sempre que pode, aparece sem camisa. Já Nicole Kidman abusa dos vestidos curtos e justíssimos para compôr sua personagem. Tudo para despertar a libido e criar um clima onde, em várias cenas, ambos são desejados. A fotografia de Roberto Schaefer amplia esta sensação, ao usar a luminosidade da Flórida para ressaltar as formas dos atores.

Apesar de bem intencionado, The Paperboy decepciona por não conseguir ser bem sucedido nem como suspense nem pelo lado do erotismo. Com exceção de uma cena, onde os personagens de Kidman e Cusack fazem sexo à distância – com um certo toque de Instinto Selvagem, como se pode perceber pela imagem acima -, tudo se resume a closes e gemidos que soam artificiais. Da mesma forma, a busca pela verdade sobre o personagem de Cusack em nenhum momento consegue prender a atenção, sendo por vezes ofuscada por questões envolvendo racismo.

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