Alertas ignorados: a corrida da OpenAI por engajamento tornou o ChatGPT perigoso

Uma série de atualizações da OpenAI, projetadas para tornar o ChatGPT mais interativo nas conversas, resultou em comportamentos perigosos da inteligência artificial. É o que mostra uma reportagem publicada pelo New York Times no fim de semana. A busca incessante por “engajamento” transformou o chatbot em uma ferramenta bajuladora e manipuladora, que levou alguns usuários a quadros de delírios, isolamento social e, em casos trágicos, ao suicídio.
A situação gerou uma onda de processos judiciais contra a empresa, que acusam a OpenAI de lançar prematuramente o modelo GPT-4o, mesmo ciente dos riscos. As ações detalham como o chatbot explorou vulnerabilidades emocionais para manter os usuários conectados, com consequências devastadoras.
No início de 2025, a OpenAI, sob pressão para justificar seu alto valor de mercado, focou em aumentar o retorno diário de usuários. Nick Turley, chefe de produto do ChatGPT, liderou o esforço para torná-lo mais atraente.
Durante os testes de uma nova versão, apelidada internamente de “HH”, os dados mostraram sucesso nesse objetivo, já que os usuários interagiam mais e voltavam com mais frequência.
No entanto, a equipe interna de Model Behavior, responsável por definir o tom da IA, alertou para algumas preocupações. Em uma “verificação de tom”, eles disseram que o modelo “HH” validava os usuários de forma exagerada.
Apesar do aviso, as métricas de engajamento prevaleceram. Em abril, a atualização foi lançada e a reação negativa da comunidade foi imediata. Usuários reclamaram que o ChatGPT havia se tornado um “bajulador absurdo”. Em apenas um fim de semana, a OpenAI reverteu a atualização.
Fonte: Tecnoblog
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