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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Qualcomm já é acusada de “estragar” a Arduino

Qualcomm já é acusada de "estragar" a Arduino

No começo de setembro, a Qualcomm anunciou a aquisição da Arduino. Na ocasião, usuários ficaram preocupados com a possibilidade de o negócio “estragar” a plataforma. Pois há quem entenda que o tal estrago já começou, tudo por conta de uma polêmica atualização dos termos de uso da Arduino.

Eis uma rápida explicação para quem está por fora do assunto: a Arduino é uma organização especializada em placas com microcontroladores e outros componentes que são usadas por estudantes de programação ou eletrônica, entusiastas de automação, companhias que desenvolvem sistemas embarcados, e assim por diante.

Só para dar um exemplo, uma dessas placas é a Arduino Uno Q, que tem chip quad-core Qualcomm Dragonwing QRB2210 e até 4 GB de RAM. Esse modelo foi revelado junto com o recente anúncio da compra da Arduino pela Qualcomm, negócio que não teve seu valor revelado publicamente.

O assunto ganhou força com uma queixa publicada pela Adafruit Industries, empresa especializada no fornecimento de placas e componentes para soluções de hardware de baixo custo.

Usando o LinkedIn, a Adafruit afirma que os novos termos de uso e de políticas de privacidade da Arduino, em vigor há quase um mês, transformam a abordagem aberta da plataforma “em um serviço corporativo rigidamente controlado”.

Os usuários agora estão explicitamente proibidos de fazer engenharia reversa ou até mesmo tentar entender como a plataforma funciona, a menos que a Arduino dê permissão. Essa é uma mudança profunda para uma marca há muito tempo abraçada por educadores, criadores, pesquisadores e defensores do código aberto.

Fonte: Tecnoblog

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