Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Windows 11 vai permitir que IAs acessem seus arquivos pessoais

Windows 11 vai permitir que IAs acessem seus arquivos pessoais

A Microsoft está testando um novo recurso no Windows 11 que permite que apps de IA de terceiros acessem arquivos e pastas pessoais. Segundo a empresa, a iniciativa procura aumentar a produtividade dos usuários, eliminando a necessidade de upload manual de documentos para plataformas na web.

O recurso possibilitará ações como resumir documentos, criar apresentações e até desenvolver sites a partir de arquivos locais. Atualmente, a integração de inteligência artificial no sistema operacional é restrita.

O usuário dispõe de funções mais limitadas, como desfocar fundos de imagens no aplicativo Fotos ou remover elementos no Paint. Com o novo recurso, há uma mudança estrutural: em vez de redirecionar para softwares da Microsoft, o Explorador de Arquivos servirá como uma ponte para agentes de IA externos.

Captura de tela da interface do Windows 11 mostrando uma caixa de diálogo centralizada onde o aplicativo de IA Claude pede permissão para acessar o conector do Explorador de Arquivos. As opções disponíveis para o usuário são "Sempre permitir", "Permitir uma vez" e "Agora não".
Pop-up no Windows 11 solicita autorização para o Claude acessar dados locais (imagem: reprodução/Windows Latest)

O recurso será opcional e aplicativos como o Claude, do exemplo acima, devem solicitar autorização prévia para ler o conteúdo das pastas. De acordo com a Microsoft, a diferença desse sistema é o tratamento dos dados: quando a IA acessa o Explorador de Arquivos, o processamento ocorre localmente, sem que os arquivos sejam enviados para servidores na nuvem.

A empresa defende que o processo é seguro, uma vez que o Explorador atua somente compartilhando o conteúdo com o aplicativo instalado. Um exemplo seria um usuário solicitar a criação de um site usando o Manus AI. O agente, com a devida permissão, localizaria sozinho fotos relevantes no dispositivo sem que o usuário precisasse especificar nomes de arquivos, processaria o conteúdo e encaminharia os dados para a criação da página web.

Outro cenário de uso envolve a produtividade. O Claude, por exemplo, poderia ler uma pasta de documentos e, com base neles, gerar uma apresentação em PowerPoint, tudo sem alternar entre janelas.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade