Uber Moto e 99Moto suspendem retorno a São Paulo após regulamentação

A Uber e a 99 não vão voltar com o serviço de transporte de passageiros por moto na capital de São Paulo na data prometida. O retorno estava programado para quinta-feira (11/12), mas a aprovação de uma lei sobre o tema fez as companhias recuarem. Mesmo assim, elas garantem que não desistiram da modalidade.
Para a Uber, a prefeitura impôs uma “proibição disfarçada” com a regulamentação. A Amobitec, que representa o setor de tecnologia e mobilidade, considera que o projeto é ilegal. Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP), ao sancionar a lei, declarou que as empresas são “famintas por dinheiro, por recursos para enviar aos seus países”.
Na avaliação das empresas, a lei aprovada pela Câmara Municipal e sancionada por Nunes na terça-feira (09/12) inviabiliza a operação do serviço. Em comunicado enviado ao Tecnoblog, a Uber diz que a lei “foi feita para não funcionar” e é uma “proibição disfarçada”.
O texto estipula prazo de 60 dias para a prefeitura realizar a análise e o credenciamento das companhias e dos motociclistas, podendo prorrogá-lo indefinidamente. As empresas consideram que isso dá margem para não autorizar nenhum app ou condutor. Além disso, a 99 afirma que os critérios são “genéricos, subjetivos eilógicos”.
A lei proíbe embarque e desembarque em pontos próximos a terminais de ônibus, trem e metrô, o que dificulta a integração com o transporte público, na visão das empresas.
A Amobitec também questiona a regra que obriga o uso de motos de 150 cilindradas, sendo que os modelos de 125 cilindradas são os mais comuns. Já a 99 considera impossível cumprir a determinação de suspender o serviço dependendo das condições climáticas, como em caso de tempestades.
Fonte: Tecnoblog
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