Óculos smart viram instrumento de provocação nas redes

Vídeos de provocações e interações constrangedoras gravados sem o conhecimento de terceiros começaram a repercutir nas redes sociais. As imagens são captadas por câmeras embutidas em óculos inteligentes e circulam sobretudo no Instagram e no TikTok, onde acumulam milhões de visualizações.
O tema ganhou força meses após o lançamento da segunda geração dos Ray-Ban Meta. O dispositivo chegou ao Brasil em setembro, por R$ 3.299, com a proposta de ampliar a experiência digital no dia a dia.
De acordo com o levantamento da Mashable, criadores de conteúdo têm explorado a capacidade de gravação quase imperceptível dos smart glasses para produzir vídeos de “pegadinhas”, abordagens forçadas e situações de desconforto em locais públicos.
Parte desses conteúdos envolve assédio a mulheres, provocações a trabalhadores do setor de serviços e até encenações ofensivas, com criadores fingindo pertencer a grupos vulneráveis apenas para provocar reações.
A lógica é simples: ir a um espaço público e gerar uma situação propositalmente estranha para capturar reações espontâneas. O problema é que o consentimento não faz parte da equação. Muitas das pessoas gravadas só descobrem que participaram de um vídeo após ele já ter alcançado milhares de visualizações.
Há também casos mais graves, com perfis que registram imagens com conotação sexual ou exploratória, frequentemente direcionadas a mulheres, e que depois monetizam o material em outras plataformas. A Meta informou que desativou algumas dessas contas por violação de políticas internas.
Fonte: Tecnoblog
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