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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas

Banco de dados sem proteção expõe 149 milhões de logins e senhas
Imagem mostra um cadeado azul fechado, centralizado sobre um fundo abstrato em tons de cinza e azul claro, com formas geométricas que sugerem tecnologia e segurança digital. No canto inferior direito, a marca d'água "Tecnoblog" é visível.
Milhões de credenciais foram expostas na internet (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma base de dados contendo cerca de 149 milhões de nomes de usuário e senhas ficou acessível publicamente na internet antes de ser derrubada. O material reunia credenciais de serviços populares — como Gmail, Facebook e Binance —, além de acessos a plataformas governamentais, instituições financeiras e serviços de streaming.

Não se trata de um vazamento ligado diretamente a uma empresa específica. Segundo especialistas, o problema foi a exposição de um banco de dados sem qualquer tipo de proteção, que pôde ser acessado livremente por meio de um navegador comum até ser denunciado e retirado do ar.

O conjunto foi identificado pelo pesquisador de segurança Jeremiah Fowler, que não conseguiu determinar quem era o responsável pela base ou com qual finalidade ela era mantida. Diante disso, ele notificou o serviço de hospedagem, que removeu o conteúdo por violação dos termos de uso.

Também havia dados de outras contas amplamente utilizadas, como Yahoo, Outlook, iCloud, TikTok, Netflix e OnlyFans, além de acessos ligados a domínios educacionais e institucionais.

Fowler identificou ainda logins associados a sistemas governamentais de diferentes países, informações de bancos e de cartões de crédito. Segundo ele, a estrutura do banco de dados indicava um alto nível de organização, com registros classificados automaticamente para facilitar buscas e consultas em larga escala.

“Isso é como uma lista de desejos dos sonhos para criminosos, porque há muitos tipos diferentes de credenciais. O banco de dados estava em um formato feito para indexar grandes registros, como se quem o configurou esperasse coletar uma grande quantidade de dados. E havia toneladas de logins governamentais de muitos países diferentes”, afirmou Fowler à revista Wired.

Fonte: Tecnoblog

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