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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

A Meta divulgou nesta quarta-feira (28/01) os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, revelando o contraste acentuado entre o lucro recorde da operação principal e as perdas na divisão de hardware. Enquanto a receita global da companhia subiu 24%, atingindo US$ 59,89 bilhões (aproximadamente R$ 311 bilhões), a unidade Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do metaverso, registrou um prejuízo operacional de US$ 6,02 bilhões (R$ 31 bilhões).

O desempenho negativo da divisão de realidade virtual (VR) e aumentada (AR) superou as estimativas mais pessimistas de Wall Street. Analistas previam um prejuízo de US$ 5,67 bilhões para o setor. Apesar do déficit, a receita do segmento foi de US$ 955 milhões, acima das expectativas de US$ 940,8 milhões. Com a atualização dos dados, o Reality Labs agora acumula perdas que somam quase US$ 80 bilhões desde o final de 2020 (R$ 415 bilhões).

O CEO Mark Zuckerberg buscou tranquilizar o mercado. Ele espera que os prejuízos da unidade em 2026 permaneçam em patamares semelhantes aos registrados no último ano, sinalizando que a empresa pode ter atingido o “teto” das perdas antes de iniciar uma redução gradual nos gastos.

Diante do crescimento mais lento do que o esperado para o metaverso, a Meta iniciou uma reestruturação profunda de seus recursos humanos e financeiros. No início de janeiro de 2026, a companhia demitiu mais de mil funcionários do Reality Labs que trabalhavam em projetos de VR e em jogos.

O movimento visa redirecionar o capital para a inteligência artificial (IA) e novos dispositivos vestíveis (wearables). A mudança de rumo ficou evidente no fim de 2025: pela primeira vez em anos, a Meta não lançou um novo headset da linha Quest. Em vez disso, a empresa apostou no Meta Ray-Ban Display, óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica.

O dispositivo, comercializado por US$ 799 (R$ 4.150), incorpora telas digitais a uma das lentes. Ele traz assistente de IA, de modo a refletir uma busca por aparelhos mais leves e úteis no cotidiano, em vez de dispositivos de imersão total.

Fonte: Tecnoblog

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